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“Abandonar animais é crime”: Associação luta por políticas públicas em Piripiri-PI

  • Foto do escritor: Sebastian Pinheiro
    Sebastian Pinheiro
  • 30 de jul. de 2019
  • 4 min de leitura

Atualizado: 3 de ago. de 2019

Por Sebastião Pinheiro


A Associação de Amparo e Defesa aos Animais foi recentemente criada por um grupo de amigos em Piripiri-PI no começo de janeiro, no entanto, somente em março foi formalizada. Começou através de um grupo de WhatsApp com vinte pessoas ativamente engajadas, hoje esse grupo conta com 108 pessoas e cerca de 10% atuando diretamente e em caso de ações, o número de voluntários aumenta por conta das redes sociais. Aproximadamente 35 animais já foram atendidos diretamente pela Associação, sem contar com os casos de pessoas que já receberam descontos para castração de seus animais.

A ONG possui membros atuantes diretamente nas ações | Foto: Arquivo da Associação

Bruno Laecio Pinto de Castro, advogado e bancário, tem 30 anos, é o fundador e presidente da Associação juntamente com sua esposa, Jacqueline Carrias, a vice-presidente é a senhora Mazé Freire e Silvana Leite é a tesoureira.


Segundo presidente da Associação, em Piripiri as pessoas sempre ajudavam individualmente aos animais, depois de um tempo ele se reuniu com amigos e começaram a pensar em algo mais coletivo, voltado não somente salvar e castrar animais, mas também para cobrar do Poder Público, políticas públicas para o bem-estar e defesa dos animais, algo que hoje a Constituição Federal garante.


“O principal objetivo da Associação é castração e lutar por políticas públicas voltadas para o bem-estar e dentro do possível, salvar e resgatar vidas, também cobrando das autoridades, para que haja punição às denúncias de maus-tratos”, afirma.


Bruno Castro conta que a Organização Não Governamental (ONG) não possui sede fixa, sempre dependem de lar temporário para poderem tratar os animais resgatados, e esse é um dos grandes motivos da luta pela implementação de políticas públicas voltadas para a defesa de animais na cidade. “Preparamos um projeto de lei que institui a Política do Bem-estar e Saúde Animal no município de Piripiri, aprovado pelos vereadores, só que como gera custo, o executivo está com o projeto”.


Os representantes da Associação já conversaram com o gestor, que segundo a presidência da ONG, disse que não podia atendê-los por conta de outros compromissos, no entanto, a luta continua, foi marcado uma reunião com o prefeito de Piripiri, Luiz Cavalcante e Menezes, para o início de agosto. “Pretendemos fazer também uma audiência pública para mostrar os benefícios dessa política, tanto para os animais como às pessoas e também evidenciar a questão da responsabilidade do Poder Público, que não é um problema apenas aqui em Piripiri, mas em várias cidades do estado”.


Bazar é uma das formas de arrecadação de fundos | Foto: Arquivo da Associação

A ONG não recebe nenhuma ajuda além dos voluntários, já foram realizados bingos, bazar e pedidos de doação nas mídias sociais, como Instagram e Facebook. A principal parceira que a Associação possui hoje é a Clínica Raça Forte, em Piripiri. “Conseguimos descontos para pessoas com renda de até dois salários mínimos que querem castrar seus animais, além de descontos em tratamentos quando fazemos os resgates de animais”, conta Bruno.


O Presidente da Associação fala que a ela é mantida somente por doação, sempre que um animal é resgatado, os voluntários pagam todas as despesas. São realizadas divulgações nas mídias sociais, com o que o animal precisa e os custos do tratamento. “Deixamos livre para cada um ajudar como quiser, seja com remédios, ração ou até mesmo em dinheiro em conta ou diretamente na clínica que nos apoia, depois nós fazemos a prestação de contas do que recebemos e do que foi gasto, em nossos perfis nas mídias sociais”, esclarece.


O advogado explica que o processo de resgate funciona da seguinte maneira: “encontramos o animal em situação de abandono, risco ou acidentado e levamos à clínica, fazemos o tratamento, depois a castração e por fim tentamos uma adoção, neste último estágio, fazemos uma vistoria no local e atestamos que os tutores estão aptos à adoção com um termo de compromisso assinado por eles mesmos e ainda acompanhamos o pós-doação, para saber se o animal está sendo bem tratado”.


Resgate da Céu, uma cadela que sofreu um acidente | Vídeo: Arquivo da Associação


Nas redes sociais da ONG são colocadas todas as ações e divulgação de informação, além de usarem o canal para conseguir arrecadar fundos para a Associação. Como ela não possui conta bancária, utiliza a conta poupança do presidente para depósitos das ajudas em dinheiro de voluntários, algo que segundo ele, é sempre prestado contas do que entra na conta e dos gastos efetuados.


As ações da Associação são conscientização com uso das mídias sociais, intermediação de adoção, castração, resgate de animais, arrecadação de fundos para financiar os tratamentos dos animais e principalmente a luta por políticas públicas. “Lutamos por políticas públicas para termos uma parceria com a prefeitura, hoje em Piripiri não existe local fixo, promoção de castração, atendimento aos animais doentes nem resgate de animais, principalmente os acidentados”, aponta.

A Associação promove a venda de camisas como forma de arrecadação de fundos | Foto: Arquivo da Associação

“A prefeitura da cidade não faz nada. Queremos a aprovação da Lei de Bem-Estar do Animal em Piripiri e com isso a criação de um local fixo para atendimentos de animais de pessoas de baixa renda, uma gerência do bem-estar animal junto à secretaria do meio ambiente, criação de um conselho dos direitos dos animais e de um canal de denúncia. Um exemplo é a Lei de bem-estar do animal de Sobral-CE”, declara Bruno.


O trabalho da Associação é voltado principalmente para salvar vidas, um trabalho extremamente importante. Com a castração evita-se a procriação, com isso diminui também o aumento no número de animais abandonados. A conscientização segundo Bruno é pilar da Associação, e a tentativa de conversa com as autoridades da cidade, vai continuar. Enquanto isso, a ONG segue dialogando com a sociedade, buscando sempre melhorar a vida dos animais, o que para o presidente da Associação é fundamental, pois “eles são semelhantes aos seres humanos, sentem dor, frio, fome, eles merecem viver dignamente. Desenvolvemos um trabalho fantástico e abençoado”, finaliza.


Procuramos a assessoria de comunicação da prefeitura de Piripiri que afirma não ter conhecimento da situação.


Quer ajudar a Associação de Amparo e Defesa aos Animais de Piripiri?


A Associação ainda não possui conta corrente própria, portanto, os depósitos devem ser realizados na conta do presidente.


Bruno Laecio Pinto de Castro

Agência: 0129-5

Conta Corrente: 1.937-2

 
 
 

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