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Uma câmera na mão e uma ideia na cabeça

  • prifernands06
  • 3 de jul. de 2019
  • 3 min de leitura

Atualizado: 15 de jul. de 2019

Por Renato Rodrigues


A ideia de formar um grupo para experimentar formatos de audiovisual foi a primeira alfinetada nos amigos Weslley Oliveira e Marcos Vínicius. Em um primeiro momento, cogitaram formar um coletivo, mais um entre os vários que existem na cidade. Logo essa proposta foi retirada e as discussões sobre uma nova forma de organização - que não se colocasse de forma tão fechada – foi se desenvolvendo.


O grupo troca e produz mais experiências entre si


Englobar o máximo de pessoas. É essa a intenção do selo que leva o nome LabCine - Laboratório e Núcleo de Fomento ao Audiovisual. Criado na perspectiva de romper com ditames acadêmicos, desenvolveram no curso de Jornalismo da Universidade Federal do Piauí - UFPI um grupo que estaria envolvido na produção e execução dos Trabalhos de Conclusão de Curso, os TCC.


“Em 2017 fizemos pequenas produções e o Marcos entrou no curso de Jornalismo. Daí foi o pontapé, quando um grupo da UFPI, que já se conhecia e tinha vontade de produzir se reuniu. Fizemos um curta dentro de uma disciplina, que foi o Reação do Gueto. Foi quando percebemos a potência que havia aqui (em Teresina), com a repercussão que o documentário teve”, conta o jornalista Weslley Oliveira.


Após esse primeiro impulso, a necessidade de organização colocou-se premente. Agora, esse grupo necessitava ter determinados princípios para que as diversas ideias não tivessem risco de se perder. “Eu vejo o selo LabCine como essa rede que conecta as pessoas na produção. Um texto que eu compartilho, um festival que a Milena (Alves, realizadora do selo), alguém que faz um convite para realização de um projeto, e as pessoas da comunidade vão e ajudam.”


Apesar das definições, Weslley ainda configura o selo como uma forma inicial, aonde as pessoas não se reconhecem, ainda, como parte constituinte daquilo. “Ainda é uma organização comunitária sem fins lucrativos’. Comenta, levando em conta a forma de financiamento em que o cinema independente está posto. “Não dá pra viver disso aqui em Teresina, não agora. O que o cinema independente tem é capital simbólico”, afirma.


Projetos


Apesar da falta de incentivo – o último edital de fomento ao audiovisual no Piauí foi publicado em 2017 - a perspectiva de fomento à cultura do cinema não deixa de pulsar. Aos sábados, o coletivo se organiza na Casa de Odilon Nunes, o Museu do Piauí e, realiza o projeto denominado Cine-Diálogo.


Bastidores da produção do documentário "Só com ajuda do santo"


Junto à cine-educação, o Laboratório organiza em comunidades rurais oficinas de produção com baixo custo, mostrando como é possível produzir determinados conteúdos utilizando os aparelhos smartphones.


Intenção que estava a maturar-se, veio a se desenvolver quando Weslley retornou de Brasília (DF). “Eu tinha essa ideia de fazer esse espaço, aonde as pessoas pudessem assistir filmes e discutir”. O projeto, dividido em curadorias mensais apresenta filmes independentes do circuito nacional e principalmente piauiense.


Saindo de uma percepção que busca só apresentar as películas e comentar sobre a necessidade de apoio a esse tipo de produção, o Cine-Diálogo busca o reconhecimento do sujeito naquilo que está à mostra. Com uma identificação inicial, as discussões sobre o modo de produção independente, com a presença de quem organizou e participou dos trabalhos, torna o assunto mais palpável.

Exibição do filme "Pranto do Artista" no sítio da Família Feitosa


“Eu fiquei muito surpreso quando começamos. Já estamos há cinco meses com o projeto, e as pessoas não sabiam o endereço do Museu. Pessoas do meio cultural de Teresina. Agora estamos focando mais nos estudantes (do ensino médio) pois, é um público que vemos com mais potencial, que tem coragem de sair aos sábados de manhã”, nos conta Weslley sobre a proposta de ocupar o centro da cidade nessa intervenção cinematográfica.



 
 
 

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